A crise e o meu feijão

Uma soma inacreditável de dinheiro está literalmente evaporando no mundo. O Brasil está relativamente bem nesse cenário e você pergunta “que catzo um título de hipoteca dos americanos afeta o meu feijão de todo dia?”

Conforme informações da revista Exame (ed. 928, de 08/10/2008) alguns analista projetam que a crise financeira mundial terá um impacto de até US$ 10 trilhões na contração de crédito no mundo. Em um mundo globalizado, a recessão lá fora afeta indiretamente a nossa vida, veja como:

black remessa

A empresas multinacionais vêm tirar dinheiro das filiais brasileiras para cobrir o rombo na matriz (com isso cresce aqui a desenfreada corrida pelo lucro máximo).

Com o aumento dos juros lá fora os investidores internacionais (cerca de 35% da BOVESPA) estão tirando seu dinheiro do Brasil para aplicar no exterior, isso é um dos principais motivos do aumento do dólar.

black corte grana

Cerca de 25% do crédito disponível no Brasil vinha de dinheiro externo e agora essa fonte está secando.

Como o crédito é o motor do nosso grande crescimento recente, a sua escassez vai puxar o freio-de-mão do PIB.

Com o desaquecimento da economia adivinha onde o governo irá buscar dinheiro para alimentar sua enorme (e faminta) máquina administrativa?

black aumento juros

Pouca oferta de crédito significa aumento de juros.

As exigências e os pedidos de garantia de pagamento também aumentam e os prazos diminuem.

Por exemplo, no financiamento de carros o prazo máximo baixou de 84 para 48 meses nos últimos dias.

black queda produção

O capital de giro (dinheiro para operações financeiras do dia-dia das empresas, como o pagamento de salários, por exemplo) ficou mais caro.

Isso também influencia na produção e entre outras consequências põe em risco o emprego dos trabalhadores

black queda consumo O preço do dólar influencia diretamente o preço dos eletrônicos, de alguns bens duráveis e até de alguns produtos natalinos.

A escassez de crédito é maior para o consumidor final.

Os produtores rurais já estão enfrentando dificuldades para financiar a próxima safra de grãos.

E o pior de tudo: onde nada disso influencia sempre tem os “espertalhões” aproveitando para arrancar nosso couro também.

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