A saga de um empreendedor paulista – rir primeiro para depois chorar

Apesar de todas as boas-vontades e discursos políticos a abertura de uma empresa no Brasil ainda é uma novela, é uma verdadeira saga. Parecia que seria fácil caminhar pela iniciativa individual, gerar empregos e pagar impostos. Ledo engano.

Mas antes de eu derramar minhas lágrimas por aqui vamos rir um pouquinho, né? Eu vi essa tirinha do Calvin na revista Exame desta quinzena, mas só achei a versão original em inglês, coloco a tradução do diálogo mais abaixo:

calvim empreendedor

- 15 pratas o copo?

- É isso aí, vai querer?

- Como é que pode cobrar 15 pratas?

- É a demanda.

- Que demanda? Não tô vendo demanda nenhuma!

- Há muita demanda!

- Ah, é?

- É claro! Como único acionista desta empresa eu demando lucros monstruosos! E como presidente e maior executivo da empresa, eu demando um salário exorbitante! E como meu próprio funcionário, eu demando um bom salário e todo tipo de benefícios. Fora isso, ainda tem os custos de produção.

- Mas parece que você só jogou um limão dentro de uma turva.

- Bem, eu tenho que cortar custos de algum jeito pra sobreviver.

- Mas e se eu passar mal?

- Beba por sua conta e risco! Se fosse seguir as posturas sanitárias e ambientais eu ia ter que cobrar mais caro.

- Você está louco! Vou pra casa beber alguma coisa.

- É isso aí! Acaba com meu negócio! É gente como você que arruína a economia!

- Eu preciso de subsídio.

Obrigado pela sua colaboração