Entenda o que é “custo de oportunidade”

De um modo simples a gente pode dividir o mercado consumidor em duas partes: quem tem dinheiro para comprar à vista e os que tem que financiar as compras. Quando a gente tem dinheiro pode atender aos desejos e impulsos de consumo imediatamente, mas quando não temos grana fazemos uso do crédito para comprar hoje e pagarmos amanhã (mês que vem, em 10x, etc.) e isso geralmente acarreta juros, que é o custo do dinheiro.

Quem empresta o dinheiro (instituições financeiras, em geral) é remunerado por isso e essa conta tem variáveis como legislação, demanda, concorrência e o custo de oportunidade, que é o que vou falar a seguir.

Um exemplo prático de custo de oportunidade é a modalidade de empréstimo bancário de antecipação da restituição do Imposto de Renda ou do 13º salário, que são dinheiros que teremos apenas no final do ano, mas que podemos antecipar o saque no banco mediante desconto de juros.

Eu desejo hoje um bem de consumo que só terei condição de adquirir no final do ano, em vez de poupar ou aguardar o 13º salário eu financio ou pego um empréstimo para fazer a aquisição hoje. O financiador ou agente de crédito avalia se vale a pena me emprestar o dinheiro ou fazer uma aplicação ou dar outro destino mais rentável ao seu dinheiro, é esse peso decisório que é chamado de custo de oportunidade, ou seja, “quanto eu estou deixando de faturar com o meu dinheiro ao emprestá-lo para você”.

Este vídeo do Costinha é um bom exemplo de comparação de custo de oportunidade entre quem está pedindo dinheiro e quem está emprestando:

Nestes tempos bicudos é bom se fazer essa pergunta ao ter aquele incontrolável desejo de consumo: quanto estou pagando a mais por antecipar essa compra? E não conte apenas os juros, tem a desvalorização do bem, tem o lançamento de novos modelos até lá, tem a comoditização do bem, etc. Tudo isso eleva mais ainda o “custo de oportunidade” embutido no valor de uma compra financiada.

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