quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Tropicalizando o conceito da Hierarquia de Marketing nas Mídias Sociais

Seguindo a dica do Carlos Merigo no Brainstorm#9 de um blog espanhol que compartilha e-books de marketing, publicidade, comunicação e internet eu li o “LET’S TALK – Social Media For Small Business”.

Este livro me veio em momento muito oportuno e me ajudou a estruturar alguns raciocínios que estavam dispersos. É muito bom DESDE QUE os seus “capítulos” sejam tratados como tópicos distintos e não uma sequência lógica de valores que o autor propõe. John Jantsch propõe o conceito da pirâmide da Hierarquia do Marketing (na Mídia) Social:

hierarquia do marketing das mídias sociais

Na base da pirâmide estão os blogues, o sistema básico das mídias sociais; na evolução, o indivíduo agrega conteúdo, filtra interesses e automatiza conhecimento através do RSS; depois passa a compartilhar informação, monitorar o mercado e gerar valor na comunidade através de sites como o Delicious; as redes sociais estão numa escala mais alta, representando grandes trocas de interesses e relações vantajosas para todos, e no topo a microblogagem do Twitter representa o nirvana da mídia social.

Teoria linda lá na terra do Obama, na hora que a gente tropicaliza esse conceito o Orkut já derruba essa pirâmide. Primeiro porque os ‘nossos’ orkuteiros tem comportamento bem distinto dos usuários do Facebook usados no livro como exemplo e em segundo lugar que o Orkut é o entry level dos brasileiros e a grande maioria dos seus usuários não o enxerga como ferramenta de geração de conteúdo e conhecimento.

RSS? É grego. E, acima de tudo, temos um grande vácuo de social bookmarking em português. O twitter é elitizado mesmo. Quem sabe agora que o assunto será tratado em Caminhos da Índia os blogues não virem moda de novela e ganhem mais importância?

Em inglês é uma bela pirâmide, tem até chance de virar acadêmica, mas em português pt-BR ela vira ruína grega. Mesmo assim vale a leitura pois contém dicas de como usar tudo isso como ferramenta de business, que é o que realmente interessa, certo?

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

A saga de um empreendedor paulista – rir primeiro para depois chorar

Apesar de todas as boas-vontades e discursos políticos a abertura de uma empresa no Brasil ainda é uma novela, é uma verdadeira saga. Parecia que seria fácil caminhar pela iniciativa individual, gerar empregos e pagar impostos. Ledo engano.

Mas antes de eu derramar minhas lágrimas por aqui vamos rir um pouquinho, né? Eu vi essa tirinha do Calvin na revista Exame desta quinzena, mas só achei a versão original em inglês, coloco a tradução do diálogo mais abaixo:

calvim empreendedor

- 15 pratas o copo?

- É isso aí, vai querer?

- Como é que pode cobrar 15 pratas?

- É a demanda.

- Que demanda? Não tô vendo demanda nenhuma!

- Há muita demanda!

- Ah, é?

- É claro! Como único acionista desta empresa eu demando lucros monstruosos! E como presidente e maior executivo da empresa, eu demando um salário exorbitante! E como meu próprio funcionário, eu demando um bom salário e todo tipo de benefícios. Fora isso, ainda tem os custos de produção.

- Mas parece que você só jogou um limão dentro de uma turva.

- Bem, eu tenho que cortar custos de algum jeito pra sobreviver.

- Mas e se eu passar mal?

- Beba por sua conta e risco! Se fosse seguir as posturas sanitárias e ambientais eu ia ter que cobrar mais caro.

- Você está louco! Vou pra casa beber alguma coisa.

- É isso aí! Acaba com meu negócio! É gente como você que arruína a economia!

- Eu preciso de subsídio.